terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Deus no banco dos réus


Apesar de sermos uma sociedade culturalmente cristã, temos visto, a cada dia, as pessoas optarem por uma vida distante de Deus. É interessante observar que o discurso usual do povo não é ofensivo, quando o assunto é Deus. Elas simplesmente respeitam Sua existência, deixando bem claro, contudo, que pretendem viver suas vidas da forma que desejarem, sem ter de dar satisfação a ninguém.

O brasileiro é um povo que celebra festividades religiosas, sai nas ruas para missas, cultos, passeatas e procissões. O brasileiro veste camisa com dizerem cristãos, usa diariamente expressões como "meu Deus", "nosso Pai", "Jesus". Não obstante, parece fazer da música "cada um no seu quadrado" discurso norteador para estabelecer os limites das interferências divinas em sua história.

A despeito de todas estas constatações, é digno de nota destacar que o mesmo brasileiro, diante de perguntas sem respostas, parece se lembrar do Criador e chamá-lo para o "seu quadrado". Situações trágicas como as chuvas que assolaram estados brasileiros, a violência que marca nossa nação ou o caos mundial têm levado homens e mulheres a exigir de Deus respostas que não são encontradas facilmente.

Como filhos de Deus que somos, às vezes nos revoltamos com essa injustiça que fazem com o Altíssimo. Acabamos, por isso, assumindo a postura de advogados do Criador. Criamos teses a fim de argumentar em favor da inocência de Deus, colocado injustamente no banco dos réus. Esquecemo-nos, com isso, de que Deus não precisa de advogados.

Deus não está preocupado com sua reputação. Ela é sempre a mesma. Seu caráter continua imaculado, santo. Sua justiça continua sendo exercida com precisão e equidade. A preocupação de Deus é com aqueles que sofrem, com as crianças que não dormem, com as famílias que não se alimentam e com as vidas que perecem em meio ao caos que se estabelece.

Deus não está interessado em saber se há pessoas dispostas a trabalharem para ele como seus advogados. Antes, ele está interessado em saber se há pessoas dispostas a trabalharem para ele como instrumentos de justiça, paz e vida para aqueles que perecem nessa terra. Não se preocupe em tirar Deus do banco dos réus. Ele nunca esteve lá! Engaje-se na obra de amar ao próximo, abençoando-o da forma que você puder. Esse é o melhor trabalho que você pode fazer para o seu Senhor!

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