segunda-feira, 13 de abril de 2009

Amigos como os de Jó


A história da humanidade tem mostrado que estereótipos são forjados por homens, a despeito da época nas quais estejam inseridos. O julgamento de pessoas a partir de análises externas e superficiais não é incomum entre seres que não conseguem sondar o coração alheio. Não poucas vezes gostamos ou desgostamos de pessoas sem que, nem ao menos, tenhamos trocado com elas uma sequer palavra.

Das personagens bíblicas, três homens do mundo antigo têm sido estereotipados como os popularmente conhecidos “amigos da onça”. Bildade, Zofar e Elifaz, amigos de Jó, são identificados como os piores amigos que uma pessoa pode ter. Amigos que, ao invés de ajudarem a Jó em seu imensurável sofrimento, potencializaram a dor e a angústia existencial daquele que, do dia para a noite, quase tudo perdera.

É digno de nota destacar que, de fato, os amigos de Jó deram a ele conselhos pouco recomendáveis. Suas buscas pela razão daquele sofrimento foram fracassadas, tendo em vista que os três raciocinavam com base na lei da causa e efeito; em sua concepção, alguma razão havia para que Jó sofresse daquela maneira. Todavia, o começo do livro de Jó indica uma virtude naqueles homens que raras vezes tem sido vista nos dias atuais: o impagável companheirismo na hora da dor.

O livro de Jó nos mostra que, quando souberam do sofrimento de seu amigo, Bildade, Zofar e Elifaz saíram de suas respectivas terras e foram ter com ele. Conta-nos, ainda, que os três permaneceram por sete dias e sete noites sentados ao seu lado sem dizer palavra alguma, pois seu sofrimento era muito grande (Jó 2.13). Compadecidos pelo sofrimento alheio, aqueles homens fizeram o que qualquer pessoa que se dá ou recebe o título de amiga deve fazer.

O companheirismo dos amigos de Jó não esconde seus erros, claramente revelados pelos maus conselhos dispensados ao santo de Uz. De igual forma, seus erros não podem sublimar a nobreza de três homens que lançaram pó e cinzas sobre a cabeça, choraram, rasgaram seus mantos e silenciaram-se por 168 horas, ante a tragédia instaurada na vida de Jó.

Roguemos ao Senhor que nos dê verdadeiros amigos. Homens e mulheres que, mesmo diante dos erros em busca de acerto, estejam ao nosso lado para o que der e vier. Pessoas que entendem que o valor da amizade não está apenas nas palavras que proferimos, mas nos gritantes gestos demonstrados através de profundos silêncios, sempre que estes forem necessários.

4 comentários:

Fabio disse...

Vaso querido...
Obrigado por ser meu amigo!
Deus continue o abençoando.
Excelente texto!

Anônimo disse...

Fábio, me dei bem, pois além de ser meu amigo ele é meu irmão! rsss

Dani, louvo a Deus por termos amigos assim nas nossas vidas!
bjs

Marina

Anônimo disse...

Dani,que maravilha de texto.Que o Senhor,escolha sempre o que for, melhor pra nos atraves dele.bjs.

Anônimo disse...

Daniel
Muito bom!!!

Marina e Fábio
Eu tb me dei bem. Além do Daniel ser meu melhor
amigo, ele é meu pastor, meu irmão em Cristo e tb meu genro.
Ganhei não? bjs sogrinha