terça-feira, 28 de abril de 2009

Lado a Lado

Billy Graham, maior evangelista do século XX, foi, há alguns anos, entrevistado para uma revista cristã. Dentre as muitas perguntas feitas, estava a seguinte: “Se o senhor pudesse voltar atrás e modificar algo em seu ministério, o que faria?” Sem hesitar, o pastor norte americano respondeu: “Eu me preocuparia menos com as multidões e investiria mais no discipulado”.

Esta seria uma resposta comum, não fosse Billy Graham seu autor. De acordo com estatísticas, ele levou, ao longo de seu ministério, a Palavra de Deus a aproximadamente 210 milhões de pessoas, em 185 países. Não houve, na história recente do Cristianismo, quem tivesse maior acessibilidade às autoridades e celebridades mundiais e também às remotas tribos espalhadas pela terra.

Não obstante sua projeção e popularidade, Billy Graham expressou, no final de seu ministério, o desejo de fazer aquilo com que o filho do carpinteiro de Nazaré mais se ocupou: gerar discípulos. Nada, na vida cristã, é mais importante do que estar “lado a lado” com pessoas que almejam caminhar e crescer na graça e no conhecimento de Jesus. Nenhuma tarefa é mais gloriosa do que colaborar com o divino trabalho de formação de caráter segundo os princípios do Criador.

A competitividade capitalista e o individualismo pós-moderno têm feito do discipulado algo raro em nossa sociedade. Olhar o próximo como alguém digno de investimento, e não como uma ameaça, é um grande desafio. Todavia, a fé cristã se expressa, dentre outras formas, em sua luta contra alguns elementos da cultura - nos quais o individualismo se inclui.

Como discípulos de Cristo, devemos ocupar-nos em formar novos discípulos. Como amantes dos princípios bíblicos, devemos valorizar o estar “lado a lado”. Como portadores da imagem de Deus, devemos nos lembrar que um caráter bem formado revela melhor a beleza do Altíssimo do que reuniões abarrotadas de pessoas. Vivamos a beleza do discipulado cristã. Invistamos em pessoas, deixando que as multidões sejam apenas uma consequência, porque foi por indivíduos que Cristo morreu na cruz.

2 comentários:

Fabio disse...

Nossas campanhas de evangelismo estão meramente ligadas ao fato das pessoas dizerem: "aceito Jesus" fazendo nos esquecer que o caminho é muito mais longo. O evangelismo sem um discipulado é como entender que pelo simples fato de um bebê dar seu primeiro passo, ele já saiba andar, ignorando que certamente seus próximos passos serão compostos por naturais tropeços.

Anônimo disse...

Ótimo EXCELENTE