sábado, 18 de abril de 2009

Será que vai dar tempo?

O tempo é uma das categorias dentro das quais estamos inseridos. É simplesmente impossível que eu e você pensemos em algo ou alguém [excetuando o Criador] que esteja fora do tempo e do espaço. Tudo o que existe, existe nestas categorias.

Não obstante, uma de nossas maiores dificuldades apresenta-se na capacidade de nos relacionarmos confortavelmente com o tempo. Discursos como “não vai dar tempo”, “não deu tempo” ou “não tenho tempo” são recorrentes em uma sociedade que vive ‘correndo contra o tempo’.

Falar sobre nossa relação com o tempo é falar sobre nossa espiritualidade. Quando Deus criou o universo, depois de estabelecidas todas as coisas, descansou diante de sua criação. Não somente isso; além de descansar, ele chama o homem, criado à sua imagem e semelhança, para desfrutar do seu descanso.

O descanso faz parte do propósito de Deus para que eu e você vivenciemos nossa espiritualidade da forma mais saudável possível. Não foi sem motivo que Salomão disse, em Eclesiastes, que há tempo para todas as coisas. Por que este discurso exatamente no livro de Eclesiastes? Porque este livro foi escrito para mostrar a loucura daqueles que vivem alienados de Deus.

O homem alienado do Criador, dentre outros fatores, experimenta um caos por não saber se relacionar corretamente com o tempo. Sua percepção é tão distorcida que ele acha vantajoso não ter tempo para nada. É para ele que Salomão diz “há tempo para tudo”; “faça cada coisa no seu devido tempo”.

Cuidar de nossa vida é, também, atentar para que façamos tudo dentro do tempo proposto, achando tempo para todas as coisas, incluindo o necessário tempo do descanso. Uma espiritualidade sadia é promovida por pessoas que sabem investir no tempo que dispõem.

Fuja da pseudo-vantagem de viver lutando contra o tempo. Lutar contra ele é, de alguma forma, sinal da má compreensão da relação que o Criador desenvolve com o mesmo e da relação que Ele propõe para nós.

Nele, que não está no tempo, mas que nunca correu contra ele,

Um comentário:

caioperes disse...

pensei nestas questões há um tempo atrás. cheguei a conclusão que as pessoas perderam a perspectiva da vida como um todo. a vida é o agora, mas na verdade a vida é um todo. aos oitenta anos, é bem possível que a gente não olhe para trás e se lembre daquela semana que ficamos sem fazer nada. ou talvez não vamos lembrar daquela semana corrida que fizemos muita coisa. vamos acabar nos lembrabdo do que fizemos com todo o nosso tempo enão só com parte dele. quando se entende isso, acho que fica mais fácil "planejar" os momentos de trabalho com os de descanso, os momentos de seriedade com os de lazer e assim vamos vivendo de forma que a vida seja vista como aquilo que fizemos com o tempo que tivemos.
grande abraço e espero que você curta o seu tempo agora.