segunda-feira, 18 de maio de 2009

Sobre a morte (2)

Ninguém foi feito pra ela. Ainda assim, dizem que ela é nossa única certeza. Até aquele que não foi feito - mas que tudo fez - tinha convicção de que sua hora chegaria. Está certo que a dele foi diferente! Mas mesmo assim foi a morte. Como nós, ele tentou rejeitá-la dizendo que o cálice estava amargo. Ainda bem que ele sabia de quem era a mão que estendia o cálice. Foi por isso que ele bebeu. E morreu. Sentiu o que só sentem aqueles que a experimentam; aquilo que todo mundo quer saber, mas que ninguém tem como contar - já que os que a sentem não voltam pra dizer. Bem, ele voltou. E, engraçado, mesmo assim não contou como ela é. É que pra quem tem a vida diante de si, a morte vira só um obstáculo a ser ultrapassado. 

Um comentário:

Fabio disse...

Ele morreu para romper a nossa morte!
Isso dá um livro hein?