segunda-feira, 1 de junho de 2009

Quanto vale a sua vida?

Essa foi a pergunta que ocupou minha mente ontem à noite, depois de ter assistido a uma matéria no Fantástico. Eu sei que não havia nada que eu e os demais milhões de brasileiros não soubéssemos. Contudo, parece que sempre que nos deparamos com esta realidade, somos confrontados pela decadente moralidade que impera em nossa sociedade, e sacudidos de nossa zona de conforto.

"Deixa quatro cervejas aí". Esse foi o valor dado por uma mulher à sua filha. Para passar uma noite com a menina, o repórter precisaria tão somente gastar dez reais. Sua mãe ou agente - que, nesse caso, são palavras equivalentes - não se abalava com a idéia de explorar sexualmente sua própria filha. Tanto é que, minutos depois, ao ser perguntada se venderia a menina, respondeu, sem pestanejar: "quinhentos reais está bom" .

Diversas abordagens poderiam ser feitas para analisar esse fato - bastante corriqueiro em nossa pátria, por sinal. Meus questionamentos, contudo, são teológicos. Como podemos estabelecer valores sobre vidas que não nos pertencem? De quem recebemos o direito de vendermos almas que não estão sob nossa custódia?

É curioso notarmos como há pessoas que se sentem no direito de estabelecer valores sobre outras. O grande problema é que só podemos estabelecer valores sobre aquilo que nos pertence. Essa é a grande razão pela qual o comércio da vida é inadmissível. Por maiores que sejam os nossos vínculos afetivos, não somos donos uns dos outros; pertencemos todos ao Criador.

Foi exatamente por isso que o único real valor estabelecido na história foi afixado no madeiro. Nosso dono decidiu que valíamos o sangue do seu Filho. Ele nos vendeu. Ele nos comprou. E tudo fez porque tinha o direito de atrelar a nós o valor que lhe fosse conveniente.

Não lhe faltou moral, porque vendeu o que lhe era próprio. Não lhe faltou amor, porque pagou com seu próprio sangue. Vendeu-nos para si mesmo, aceitando o preço estabelecido, por mais alto que tivesse sido. Vendeu e comprou o que sempre foi seu. Ele não é louco! Jamais daria a outros, por nada, aquilo a que tanto valor sempre atribuiu: a preciosa vida dos seus filhos.

Um comentário:

Teka Cristo disse...

Tá acordando cedo pra postar em pastor! ahahhaha
Belo texto!