quarta-feira, 1 de julho de 2009

Sobre a oração (2)


Fomos nós que acabamos por transformá-la em instrumento de barganha. Porque ele nunca deixou qualquer exemplo dessa natureza. Nós que entendemos o "pedi, e dar-se-vos á" como uma versão gospel do Aladim. Desde então, nossa prática tem sido a de nos achegarmos ao seu trono como nos achegamos ao balcão de uma loja - com a lista em nossas mãos.
Não. Eu não acho que pedir é errado. Porque assim como erram os que reduzem a oração à petição, erram os que eliminam os pedidos de suas conversas com Deus. O desafio é apenas entendermos que Deus não é um gênio da lâmpada, nem alguém que não tenha prazer em dar aos seus filhos bênçãos que são, por eles, pedidas. Ele dá. E faz isso com prazer. Mas também é com prazer que faz inúmeras outras coisas quando nos achegamos ao seu trono simplesmente por sabermos que ele está lá.

2 comentários:

Anônimo disse...

Daniel: bela, profícua e, por certo, eficaz esta reflexão. Com
ela, a alegria e o orgulho que ha-
bitam um coração de pai foram au-
mentados. Louvado seja Deus. VGM.

Ana Heto disse...

O Senhor Jesus disse que quando orássemos devíamos dizer assim: Pai nosso... seja feita a vossa vontade. Penso que precisamos pedir para que a vontade de Deus seja feita...