quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sobre a tristeza


Não! Eu não tenho medo dela. E nem acho que ela seja um indicador de falta de fé. Penso, na verdade, que às vezes ela faz bem. Não que eu goste de sofrer. Mas é que quando ela bate sempre há a possibilidade de ver a vida sob outra ótica. Ela faz a gente olhar para o céu. E entender que o limite não se estabelece pela finitude da nossa visão.
Sei que Ele sabe o que eu sinto quando ela chega, pois Ele sentiu o mesmo pouco antes de morrer por mim. E saber que Ele superou a dele me faz ter a certeza de que - a despeito do que disseram Tom e Vinícius - a minha também terá seu fim.

Um comentário:

Anônimo disse...

Daniel: essa não é a primeira vez que visito seu blog, o que, aliás, gosto muito de fazer, entretanto ao ler o item sobre a tristeza e perceber que ninguém havia postado um comentário me senti desafiada a fazê-lo. Escrevi do fundo do meu coração, e não sei exatamente o que fiz de errado já que você não o recebeu para aprová-lo. Não me restou outra alternativa a não ser escrever novamente e não reescreve-lo, porque reescreve-lo é impossível, o artista nunca faz a mesma pintura, nem escreve o mesmo texto, não é mesmo? A inspiração é naquele momento, é única e nunca se repete.

Pois bem, o desafio foi aceito e quero compartilhar com você e com seus leitores que eu também acredito que a tristeza não é um indicador de falta de fé, muito pelo contrário, a tristeza faz parte do equilíbrio da vida. A tristeza além de outras coisas, serve para nos fazer lembrar de que não somos seres autônomos, que necessitamos de conforto e de cuidado. Ao mesmo tempo em que a tristeza nos abate e nos dá o rótulo da impotência ela nos aproxima daquEle que tem todo o equilíbrio da vida nas mãos e consequentemente nos fortalece dando-nos ferramentas que nos ajudam a enfrentar os desafios diários.

Em Cristo Jesus,
Rejane