quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sobre a dor alheia

A dor alheia, por vezes, anestesia a nossa. Sádica ou não, essa afirmação é real. Em um mundo egocêntrico, os homens são levados a enxergarem seus problemas como os maiores e mais urgentes. Um simples olhar para a realidade que nos cerca, entretanto, nos faria perceber como há situações mais insustentáveis do que as nossas. O convite à coletividade, portanto, torna-se central para a existência humana. Se olhássemos reciprocamente para as crises que nos são externas, deixaríamos de correr o risco do isolamento; viveríamos melhor. Foi a proposta de Cristo; ainda que não seja a nossa. Vale a pena pensar nela; nem que seja por pouco tempo; até que nosso umbigo requeira nossa atenção novamente.

3 comentários:

romeospice disse...

Antigamente eu sempre via meus problemas como os maiores do mundo, e me afundava cada vez mais no eu mesmo, até q Deus me mostrou o quanto pessoas sofrem mais do que eu e ainda assim perseveram na fé. Tenho lido sempre o site da missao portas abertas e tem me animado a deixar antigos erros do passado. Irmaos que nem sabem q eu existo, tem me ajudado a desviar os olhos do meu umbigo

romeospice disse...

Eu vivi isso nesse ano quando conheci a missao portas abertas, quantos irmaos sofrem por Cristo em países do outro lado do mundo e eu achava que meus meros erros eram motivos de tristesa e abatimento da minha fé. Mas Deus me ajudou bastante a perseverar atraves dos irmaos desta missao. E sempre quando meus olhos ainda tentam se voltar para o umbigo, me lembro do pessoal e oro por eles.

Anônimo disse...

Tenho uma luta constante comigo mesma para desviar meus olhos da direção em que eles insistem em focar. Uma direção simplista que tenta enxergar somente o óbvio. A cada dia preciso da misericórdia de Deus que faz com que meu raio de visão saia do meu umbigo.

Grande abraço,
Rejane