segunda-feira, 12 de abril de 2010

Pensando na vida

É fácil permanecer preso ao passado. Ele parece conferir segurança. Suas amarras dão a sensação de se estar andando em solo firme, já explorado por outras gerações. Pouco há para ser feito; basta seguir as placas antes fincadas, ler o mapa outrora traçado e seguir viagem.
Não são poucos os que fazem esta escolha. Há muita gente vivendo o presente amarrada ao passado. Uns por preguiça, outros por comodidade. Há ainda os que assim vivem pela convicção de ser ela a melhor escolha a se fazer. Será, contudo, que está é a melhor forma de se viver?
Cada um escolhe para si o que julga melhor, é verdade. Minhas escolhas podem não ser as mais apropriadas para os outros; e julgá-las melhor para mim não me dá o direito de tomá-las como melhor para todos. Mesmo assim, penso que não faz muito sentido viver preso ao passado.
Não me oponho ao valor da história. Valorizo, e muito, o legado das passadas gerações. Só que penso que meu desafio é o de viver o presente com as ferramentas e pressupostos que meus dias me apresentam. Nenhuma geração foi chamada para repetir o que a anterior fez. Antes, cada uma existe para viver os desafios que seus dias trazem.
Isso, de fato, nos coloca diante da possibilidade de erros; mas quando é que alguém viveu sem correr o risco de cometê-los? Asume-se, não sei a razão, que reproduzir os acertos do passado garante sucesso no presente. Não necessariamente! Porque os tempos são outros; porque os desafios não são os mesmos; porque os paradigmas já foram substituídos; porque nem mesmo nós somos quem fomos.
Não há fórmula para a vida; e a possibilidade de erros e acertos está diante de nós. Em menor ou maior escala, sempre nos deparamos com ela. Sempre.

Um comentário:

Marina disse...

Excelente! Disse tudo!