terça-feira, 18 de maio de 2010

Como o Vento

Somos como o vento, soprados de um lado para o outro pelo Espírito. Foi este parte do assunto da conversa entre dois mestres: Jesus e Nicodemos. O mestre de Nazaré disse ao outro que o vento sopra onde quer; que é possível ouvir a sua voz, mas que não se pode saber de onde ele vem, nem para onde ele vai. Assim - o mesmo mestre conclui - é todo aquele que nasce do Espírito.

A comparação com o vento pode ter diversas conotações. Transparência; força; discrição; suavidade. Dependendo do contexto, estas e outras características podem ser associadas ao elemento mencionado por Jesus. Parece, contudo, que a escolha do Nazareno foi a de destacar a vulnerabilidade do vento. Ele sopra de um lado para o outro, e muda com tanta frequência que ninguém sabe de onde vem ou pra onde vai.

Assim somos nós. Vulneráveis e sujeitos a constantes mudanças - das mais diversas naturezas. Mudamos a todo instante; somos moldados por ventos que vêm de todas as direções, com diferentes intensidades. Todos eles, contudo, têm uma mesma origem: o sopro do Espírito.

Há momentos em que o vento vem como um cicio suave; outros, no entanto, parecem indicar a chegada de um tornado. Em algumas ocasiões ele é tão quente; em outras ele carrega um frio quase insuportável. De qualquer forma, ele sempre carregará o sopro do Espírito de Deus.

Somos Dele. Vulneráveis, é verdade, mas nem tanto. Carregados de um lado para o outro. Sempre, porém, debaixo do controle do rei do universo. Jesus tinha razão. Ninguém sabe de onde o vento vem, nem para onde ele vai. Ninguém; exceto aquele que o move. E como aquele que o move sabe sempre o que faz, o melhor a fazer é se deixar levar pelo bendito sopro de Deus.

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