segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Um povo com muitas caras

Por sermos uma nação mestiça, não poderíamos esperar do protestantismo tupiniquim outra cara senão aquela construída por um grande mosaico. Se nosso povo tem todas as caras, cores e sabores, nossa igreja não podia ser diferente. Somos brancos, pardos, mulatos e negros; europeus, americanos, índios e africanos. Somos parecidos com muita gente, mas ninguém tem a nossa cara. E mesmo sabendo de tudo isso, às vezes esperamos que os cristãos desta terra sejam como produtos industrializados, acabados de sair de uma máquina cuja única função é reproduzir milhões de peças idênticas a partir de um único modelo.
Tomar o Nazareno como modelo a ser seguido não significa ser igual a todos os que fazem a mesma escolha. Ser filho do mesmo Pai não significa ter a mesma cara dos irmãos. Esperar uniformidade de um povo como o brasileiro é desconsiderar a multiplicidade enraizada em sua essência.
Há aspectos que uniformizam o protestantismo no Brasil. São fatores, evidentemente, que fazem com que estas diferentes faces sejam chamadas de evangélicas. Contudo, há muitos outros que caminham para o lado oposto: o da diferenciação. E ambos são vitais para que o evangelicalismo em terra brasilis seja a nossa cara. Assim como os muitos tipos no Brasil não enfraquecem os vínculos entre um povo que tem orgulho de ser brasileiro, as muitas facetas na igreja são fundamentais para sermos uma igreja com a nossa cara. Ou melhor, com as nossas caras.

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