domingo, 26 de setembro de 2010

A cara de Deus

Ver a face de Deus é um desejo de não poucas pessoas que fazem parte do povo do Altíssimo. São cânticos, pregações e orações por toda parte expressando esse anseio por ver quem Deus é, tal qual vemos aqueles que estão ao nosso redor. E a legitimidade de tal anelo leva muitos a não descansarem enquanto não descobrirem que cara Deus tem.

Jesus parece ter resolvido esta questão da busca pela cara de Deus em duas ocasiões. Na primeira delas o Nazareno conversava com uma samaritana. O assunto em pauta era outro, mas com sua resposta à dúvida daquela mulher Jesus encerrou a busca pela face de Deus. Por que qual o sentido de se continuar a buscar descobrir a cara de um Deus que não se vê?

Em outro momento, mais adiante em seu ministério, Jesus explicava a seus discípulos que estava próxima sua hora de partir para junto do Pai. Tomé buscou saber o caminho com seu senhor, e Filipe, confuso com a resposta de Jesus àquele discípulo, disse: “mostra-nos o Pai e isso nos basta”. Foi quando o mestre, mais uma vez, resolveu a questão da busca pela face de Deus, dizendo: “quem vê a mim vê ao Pai”.

Cristo mostrou ao mundo que cara tem o Deus invisível. Jesus foi, enquanto esteve na terra, a cara de Deus. E nós somos a cara de Jesus, desde que ele voltou para junto do seu Pai. E que cara é essa? É uma cara que, sob múltiplas feições, se revela através de um caráter como o daquele que desde o princípio rege o universo. A cara de Deus é a cara do amor, da justiça, da misericórdia e da compaixão. A cara da valorização do que é bom e do repúdio ao que é mau.

Cristo revelou aos seus discípulos a cara de Deus. E os discípulos revelam ao mundo a cara de Cristo. Uma cara que é expressada pela vivência em consonância com o caráter daquele que, sendo espírito, tomou forma e deixou o mundo ver que cara ele tem. Daquele que foi acusado de não ter beleza, mas que revelou que nada há de mais belo do que ter um caráter como o que ele teve; e como o que eu e você devemos ter.

Nenhum comentário: