segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Licença para pecar


Há períodos do ano que parecem extremamente favoráveis para determinados tipos de práticas: para o bem e para o mal. É notável, por exemplo, o aumento na sensibilidade das pessoas durante o período de natal. A diminuição do nível de stress em tempos de férias e a grande irritabilidade diante de crises na caminhada.
Neste período do ano, as estatísticas apontam índices favoráveis à prática do pecado. O carnaval, a mais consagrada festividade brasileira, é conhecido por ser a celebração da carne. Nele, conceitos éticos e morais sustentados pela sociedade no decorrer do ano parecem entrar em recesso. O superego social deixa de funcionar e tudo passa a ser aceito como normal.
Em outras palavras, o carnaval foi estabelecido como o período do ano no qual as pessoas recebem uma licença para pecar. No carnaval não há embriaguez; há esquecimento terapêutico dos problemas da vida. Não há traição; há vivência do amor livre e da satisfação do prazer. Em suma: se faz às claras o que acontece às escuras depois do meio-dia da quarta-feira de cinzas.
Por isso, vale lembrar que uma das maiores marcas da vida do homem no reino de Deus é sua integralidade. Para quem segue a Cristo, todo tempo deve ser propício para a prática do bem e nenhum tempo deve ser favorável para a prática do mal. O que não se deve fazer às claras não se deve fazer às escuras, e vice-versa.
           No reino dos céus não há licença para pecar. Todo pecado é, na verdade, uma violação do direito de se honrar a Deus com a vida. Por isso, digno de ser desprezado e rejeitado. Celebrar e festejar a vida é preciso. Contudo, sempre fazendo-a de maneira que Cristo tenha vontade de participar da nossa festa.

Um comentário:

Lucia disse...

Texto divino.bjs