domingo, 29 de maio de 2011

Minha passagem pela Hillsong

Hoje de manhã fui visitar uma das sedes da mundialmente famosa Hillsong Church. Foi 1998 o ano que conheci essa mega igreja australiana. E como quase toda mega igreja, seu explosivo crescimento atrai olhares curiosos - de críticos e admiradores - dos quatro cantos do mundo.
Hillsong é uma das igrejas que ficaram conhecidas não tanto por seus principais pastores,  quanto por seus ministros de música. Seus CD's, vendidos em todos os continentes, passaram a ditar o tom das músicas congregacionais cantadas nas celebrações de igrejas das mais diferentes tradições. O pop rock gospel, com letras que falam de consagração a Jesus e celebração da nova vida, pode ser reconhecido por quase todo jovem cristão.
Sim. Hillsong é uma igreja majoritariamente jovem.
A de Paris funciona no tradicional bairro de Montparnasse, em um teatro alugado apenas aos domingos, e até às 15h. Um relógio virado para o palco diz exatamente quanto tempo resta para cada momento do culto acabar, cronometrando toda a celebração. Tudo é feito com muita organização. Desde a entrada, passando pela equipe que trabalha na recepção, segurança e logística interna, não há um voluntário que não trabalhe sorrindo. O mesmo com os pastores e membros da banda. Eles parecem levar a sério a idéia de culto como celebração.
E não são apenas eles. Hoje os membros esperavam o culto começar batendo palmas e fazendo festa - cantando algumas canções. Luzes e imagens projetadas em um imenso telão no palco pareciam indicar o início da celebração. Foi quando entraram os músicos, pulando, dançando e já cantando a primeira canção. Foi assim por quase uma hora de música. Até que nos assentamos para a pregação.
Foram menos de 30 minutos de pregação. Nada muito profundo - mas também nada que comprometesse (a verdade é que minha expectativa em relação à pregação hoje é tão baixa que, em não comprometendo, eu já fico satsfeito). As verdades básicas do Cristianismo forma expostas como aprendemos em escola dominical e, em seguida, um apelo foi feito, com mãos se estendendo em rendição à Jesus. Tudo terminou com mais uma canção, que despedia o povo celebrando a liberdade em Cristo.
Minha passagem pela Hillsong me fez fortalecer algumas opiniões e desconstruir outros mitos: (1) Eles entenderam como se comunicar com os jovens dos grandes centros urbanos no século XXI; (2) é possível trabalhar com voluntariado e excelência - algo que às vezes me parece utópico; (3) Mega igrejas também tem seus momentos "falha nossa" - como quando a música não vai pro projetor, o backing vocal parece ter saído do tom, etc; (4) e informalidade não é sinônimo de irreverência.
Posso estar completamente enganado. Foi apenas o que percebi em minha passagem pela Hillsong.

3 comentários:

fredy disse...

É interessante a facilidade que eles tem p/ alcançar os jovens dos centros urbanos, mas menos de meia de pregação foi algo q me surpreendeu negativamente, o centro do culto reformado é a exposição da Palavra, e não o louvor, q é oq acontece nessas igrejas, fazendo com q o louvor tenha mais tempo q a exposição da Bíblia.
Mas como estudo é interessante notar nesse fenômeno, pois vemos q na Igreja Católica a o centro do culto é a celebração da eucaristia, das igrejas reformadas e evangélicas a pregação da Palavra, e já em mt dessas igrejas emergentes é o louvor.

Daniel Guanaes disse...

Fredy,
a centralidade da Palavra é uma marca de muitas igrejas emergentes. Não da Hillsong, é verdade. Mas isso, penso eu, não se mede pelo tempo da pregação, mas pelo esforço de se expor com clareza, fidelidade e relevância a Palavra de Deus. Há pequenas palavras que são grandes, e grandes palavras que são pequenas. Assim penso! abs

Marcella Rodrigues disse...

Algumas igrejas realmente tem dificuldade para receber o público jovem, principalmente porque ficam estagnadas em um tradicionalismo sem razão de ser. Porém, as que tentam lidar com essa questão, para falar a verdade, a maioria esmagadora das que conheço, acaba fazendo confusão entre dar abertura ao público jovem e dar abertura ao secularismo, tentando "cristianizar" os prazeres que o mundo oferece. E aí o jovem faz tudo o que ele fazia antes... com a diferença de que agora ele "santificou" para Cristo! Isso não é vencer o mundo.
Acho que fazer essa distinção está difícil nos dias de hoje, sempre fico refletindo sobre isso!
O Nicodemus postou um texto legal também sobre a visita dele na Mars Hill Church, do Driscoll!
Inté mais pastor! :D