segunda-feira, 23 de julho de 2012

Proibida a Entrada de Pessoas Perfeitas


Sede perfeitos como perfeito é o vosso pai celeste”. Assim Jesus encerra uma de suas sessões no Sermão da Montanha. Chama seus discípulos ao nível máximo do compromisso com a santidade, ainda que ciente de sua incapacidade de cumprirem tal ordenança.
Confesso que por muito tempo tive dificuldade de entender tamanha exigência de Jesus. O Mestre sabia a quem dirigia suas palavras. Eram homens que, por mais desejosos de honrar a Deus, enfrentavam dilemas e lutavam contra o pecado. Perfeição lhes era palavra estranha. Ainda assim Jesus a conclamou.
Pelo alto padrão estabelecido pelo Nazareno, muitas pessoas equivocadamente pensam que o acesso à comunidade cristã está restrito a pessoas perfeitas. E esta percepção gera duas possíveis reações: frustração - para aqueles que descobrem que não são perfeitos; e orgulho - para aqueles que supõem-se (ainda que ilusoriamente) plenos.
A perfeição exigida por Jesus não é requisito para entrada no reino dos céus. Se assim fosse, a comunidade do Nazareno seria igreja de um só membro: Ele. Antes, a perfeição exigida por Jesus é alvo a ser buscado por quem sabe que o padrão de Deus é a excelência, e que sua graça é ferramenta para que se chegue cada vez mais perto de tão distante ideal.
No reino está proibida a entrada de pessoas perfeitas não porque elas não sejam bem-vindas, mas simplesmente porque elas não existem. Somos movidos pela utopia de que a perfeição está perto de nós. E conduzidos em transformação e aperfeiçoamento pelo próprio Cristo que, por graça e misericórdia, nos leva para juntos do Pai celeste.

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