segunda-feira, 2 de julho de 2012

Um Brasil Evangélico?


A edição de 30/06/12 do jornal O Globo publicou matéria de três páginas sobre a realidade religiosa do Brasil. Com base nos dados do último Censo do IBGE, o cenário religioso sofreu modificações consideráveis – em diversas direções – trazendo informações que em uns provocou alegria e em outros preocupação.
De forma geral, os evangélicos reagiram positivamente ao seu crescimento estatístico.  Afinal de contas, crescer é sempre muito bom! Todavia, quais são as reais motivações de lutarmos para que, percentualmente, avancemos a cada Censo? O que desejamos? Um Brasil evangélico?
No imaginário popular, os conceitos de Estado e nação se confundem. Para muitos, seremos uma nação santa quando tivermos um Estado religioso – e evangélico, de preferência. Por isso – pensam – quanto mais evangélicos no país, melhor! Mais influência política, mais poder, mais espaço para atuação.
Todavia, Estados religiosos não produzem necessariamente nações santas. Mais do que mudanças numéricas, devemos ansiar por mudanças comportamentais. Uma sociedade santa em um Estado laico é dos maiores indicadores de que o reino de Deus está entre nós. 
Que os números nos façam celebrar; mas que nunca nos impressionem. E que jamais nos permitam perder o foco. Não é por transformar o Brasil em um Estado evangélico que vivemos e lutamos. É por fazer existir, nesse Estado laico, uma nação santa, transformada e influenciada pelos valores que o Criador imprimiu em nosso coração e nos revelou em sua santa Palavra.

2 comentários:

Anônimo disse...

Concordo em genero, numero e grau. A Nação Santa tem que vir antes do Estado evangélico. Amo você. mamae

Anônimo disse...

Li a matéria em questão, no dia em que foi publicada. Nela, em devaneios, ensimesmei.Conclusão?...
"neres de pitibiriba"! A frustração
é agora compensada ao ler este belo
texto, notadamente em seu final.
Parabéns, Daniel. Valmy.