sábado, 8 de junho de 2013

Hospital de Pecadores

“A Igreja não é um museu de santos, mas um hospital de pecadores”. A frase de Abigail van Buren é uma excelente lembrança da natureza da comunidade dos discípulos de Jesus. Vez ou outra esquecemo-nos de quem somos, o que nos faz tomar atitudes incondizentes com a essência que carregamos.
Não poucas vezes agimos como se a reunião dos seguidores de Cristo tivesse como propósito maior a exposição de suas virtudes, para que quem por ali passar perceba quão superiores e excelentes são aqueles que fazem parte daquele grupo. Portamo-nos como santos de outro mundo, expostos num galpão aos olhos de pecadores, habitantes deste mundo que jaz no maligno.
Não que haja algum problema em revelarmos aos homens o que, em nós, seja digno de louvor. Foi o próprio Jesus quem disse: “Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. A santidade deve ser buscada como prioridade em nossa caminhada. Todavia, virtudes que se limitam a serem “expostas num museu” para nada mais servem, senão serem aplaudidas pelos homens.
A comunidade de Jesus é formada por pessoas que têm tanto a santidade quanto a pecaminosidade como realidades que as marcam. Por isso, por mais que haja virtudes naqueles que a compõem, vez por outra homens e mulheres feridos pelas mais graves “enfermidades espirituais” achegam-se a ela. O que fazer? Nada, senão recebê-los para serem tratados pelas mãos daquele que já tratou das feridas de cada pecador que até então chegaram ali.
O alvo da igreja de Jesus continua sendo a santidade, apresentada pelo Criador de forma imperativa: “Sede santos como seu sou santo!” Não obstante, jamais devemos nos esquecer que somos, todos, participantes de uma raça ferida pela tragédia do pecado. Feridos, mas sob os cuidados de um Deus que tem prazer de tratar de cada uma das nossas chagas.

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